O
consumidor tem mais uma semana para se adaptar às opções oferecidas
pelas redes supermercadistas em substituição às tradicionais sacolinhas
plásticas, que mais uma vez saem de cena.
De
abril a junho a distribuição foi suspensa, em todo o Estado de São
Paulo, seguindo decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo de ação
proposta pela Apas (Associação Paulista de Supermercados), visando
contribuir com o meio ambiente. Porém, não houve contrapartida das
empresas, como desconto nos produtos ou custeio de parte do preço das
opções biodegradáveis (que se decompõem com o passar do tempo por ser
feito de amido de milho, por exemplo).
A
decisão foi revertida em junho, quando a distribuição voltou a ser
realizada, mas, em agosto, recurso de redes supermercadistas foi
acatado. A SOS Consumidor recorreu da decisão, o que foi negado. A
partir do dia 16, portanto, não haverá mais a entrega gratuita das
embalagens.
No
Grande ABC, ainda terá acesso às sacolinhas quem fizer compras: 1) Na
Coop, que promete seguir com a distribuição - hoje a cooperativa já
oferece modelo biodegradável; 2) No Nagumo, que já durante a primeira
suspensão iniciou entrega de sacolas oxi-biodegradáveis (se desfazem com
o auxílio da luz solar); 3) Em supermercados de São Bernardo, que no
dia 24 publicou Lei Municipal 6.221, obrigando todos os estabelecimentos
comerciais (mercearias, sacolões e padarias estão enquadrados) a
oferecer gratuitamente as embalagens plásticas, sob pena de multa de R$
2.000 por loja. Em caso de reincidência, o valor da penalidade dobra e a
empresa infratora poderá ter suspenso o alvará de funcionamento pelo
município. As outras seis cidades da região ainda não têm lei
disciplinando o assunto.
Questionadas,
as redes supermercadistas afirmam que ainda não foi colocado aviso
sobre a suspensão da entrega gratuita de sacolas plásticas em suas
lojas. Segundo Marli Sampaio, presidente da SOS Consumidor, as pessoas
devem cobrar seu direito à informação, que está consagrado no Código de
Defesa do Consumidor, dos responsáveis pela confusão e insegurança
jurídica que se aproxima no dia 15.
O
Carrefour, porém, disse que as unidades informarão previamente os
consumidores sobre o fim da distribuição. A rede oferece como opção
sacolas retornáveis que custam de R$ 0,49 a R$ 3,90.
O
Grupo Pão de Açúcar não comentou sobre o aviso, mas disse que dispõe de
17 modelos de sacolas reutilizáveis a partir de R$ 0,48, além de
carrinhos e caixas de plástico dobráveis nas lojas Pão de Açúcar. Nas
unidades do Extra existem oito modelos de reutilizáveis, que também
partem de R$ 0,48.
O Walmart e o Sonda não tinham posicionamento sobre o assunto até o fechamento desta edição.
ALTERNATIVAS
- Para driblar os preços um tanto salgados de algumas embalagens
comercializadas nos supermercados, o consumidor pode aderir a caixotes
de plástico e deixar no porta-malas do carro. Há opções que partem de R$
25. As sacolas estampadas com rodinhas também são alternativa, por
custarem cerca de R$ 10, porém, são indicadas para carregar pouco peso.
Fonte: Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor
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